A abordagem atual para o tratamento da obesidade e diabetes precisa ser reavaliada, priorizando a educação sobre a dieta e a compreensão da resistência à insulina como um problema central. A mudança nas diretrizes alimentares pode não apenas melhorar a saúde individual, mas também reduzir os custos associados ao tratamento de doenças crônicas.
0:00 Tradutor: Denise Tamkin Revisor: Maricene Crus Eu tenho o melhor emprego do mundo. Sou médica. Mas não é só por isso. Sou especialista em obesidade. Tenho a honra de trabalhar com um grupo de pessoas que enfrentam um dos piores tipos de preconceito: ser gordo. Quando chegam ao meu consultório, elas já passaram por muito sofrimento:
0:31 vergonha, culpa, censura, e muita discriminação. Para muitos, incluindo aqueles que trabalham na área de saúde, essas pessoas são culpadas pela situação em que se encontram. Se, ao menos, elas conseguissem se controlar, não estariam acima do peso; além disso, elas não têm motivação para mudar. Eu não concordo com isso. A culpa está no tipo de orientação que damos aos nossos pacientes. Está na hora de mudarmos isso. A obesidade é uma doença, não se trata de falta de caráter.
1:03 É uma doença hormonal que envolve vários tipos de hormônios. Um dos principais é o hormônio chamado insulina. Muitas pessoas obesas são resistentes à insulina. O que exatamente significa ser resistente à insulina? A resistência insulínica é basicamente o estágio anterior ao pré-diabetes tipo 2. A função da insulina é colocar glicose, isto é, açúcar no sangue, dentro das células para ser usado.
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